
No sábado, às 17h, o quadro Voz e Representação, do podcast Pode Conversar, recebe Alyne Alves para uma conversa que mistura bastidores, projetos e a realidade de quem vive de música em Patos e região. De volta ao programa após a participação de agosto, a cantora — brasiliense que vem consolidando a carreira solo — atualiza o público sobre o crescimento do trabalho nos últimos meses e reforça que a nova fase tem sido de movimento e boas respostas: “De agosto pra cá, que eu comecei a fazer meu trabalho solo… foram só elogios, coisas boas. Graças a Deus”. Ao relembrar o primeiro encontro, Alyne comenta que naquela ocasião estava doente e não conseguiu cantar, e agora volta com outra disposição e mais histórias para contar: “Eu fiquei devendo, mas a gente já tinha programado esse encontro… eu tô aqui hoje pra conversar e falar um pouquinho dos projetos”.
Entre os destaques, está o audiovisual que a artista prepara para apresentar ao público e aos contratantes um registro mais fiel do que ela entrega no palco. A gravação chegou a ser cogitada para dezembro, dentro de um evento com várias atrações, mas a decisão foi adiar para garantir mais organização e qualidade: “Resolvemos mudar a data pra fazer uma coisa melhor, mais bonita, mais organizada, do jeito que o público merece”. A proposta é realizar um evento exclusivo para o projeto, com estrutura completa e participações especiais: “Seria um evento exclusivo pra gravação desse DVD… com luz, iluminação, som… tudo que a gente puder fazer”. Sobre os convidados, Alyne prefere segurar os nomes por enquanto, explicando que quer que as participações aconteçam por escolha e carinho, não por pressão: “Não posso falar ainda… eu quero que venha de coração bom”. Ela também confirma articulações de bastidor e cita apoio na logística: “Eu já falei com um grande amigo meu e ele disse que aceitou… Leudo Vieira”. E já sinaliza o período que pretende trabalhar como janela para a gravação: “Em fevereiro a gente quer ver uma data bem bacana”.
A entrevista também mostra o quanto a família é parte prática do projeto, especialmente o irmão Islam, que acompanha a construção musical e estratégica desde o início. Alyne resume a parceria de forma afetiva e objetiva: “Meu irmão, meu parceiro, meu amigo, meu sócio… ele tá comigo”. Ela relembra momentos marcantes desde a última visita ao podcast, como apresentações e participações em eventos locais, e destaca como a receptividade do público tem sido combustível: “Eu não esperava ser tão bem recebida como eu fui naquele dia”. Ao falar do audiovisual, ela explica o motivo de querer gravar com “cara de show”, e não um registro distante do palco: “A gente pensou em mostrar o show realmente como é no palco… pra galera conhecer o seu trabalho melhor”.
No repertório, Alyne mantém a essência do forró das antigas — marca que muitos já associam à sua voz — mas reforça que o projeto solo busca ampliar estilos para atender públicos diferentes, sem perder identidade: “Eu amo cantar forró das antigas, mas eu queria me aventurar em outros repertórios… agradar um pouquinho de cada pessoa que tá ali”. Hoje, ela atua com três músicos, ajustando formações e escolhas dentro do que é possível sustentar: “Hoje em dia são essas três pessoas e eu… eu entrego um repertório pra agradar”. Na entrevista, a cantora também canta trechos ao vivo, resgata referências do forró e apresenta música do próprio repertório, reforçando a relação emocional com a interpretação: “Eu gosto de sentir realmente a música ali pra você interpretá-la”.
O CD “Agora é Comigo Brasil”, disponível nas plataformas digitais, aparece como vitrine dessa fase mais eclética. Alyne explica que escolheu faixas que fazem sentido para sua trajetória, misturando estilos e memórias musicais: “Meu repertório foi bem eclético… eu coloquei pagode, coloquei calypso, coloquei shot”. Entre as canções, ela destaca “Radar” como uma das mais pedidas e também uma das mais difíceis: “Radar mesmo foi a mais difícil… tem um trava-língua no meio”. E reforça onde o público pode ouvir e acompanhar: “Quem quiser escutar… é só ir lá em todas as plataformas… Aline com Y”.
Quando o assunto vira mercado e dificuldades, Alyne é direta ao apontar a desvalorização como um obstáculo central para artistas independentes. Ela relata propostas em que o orçamento vira disputa e afirma que segurar um valor mínimo é questão de sobrevivência do projeto: “A galera tá meio amarrada pra pagar… a gente não quer diminuir… porque se for de graça demais a gente não consegue investir”. E detalha o que muita gente não enxerga por trás do palco: “Não é só subir ali… tem cabelo, maquiagem, roupa, acessório… instrumento, cabo… tudo isso custa dinheiro”. Ainda assim, ela reconhece quem apoia e valoriza: “Eu tô tendo a oportunidade de conhecer pessoas que realmente acreditam no meu trabalho e valorizam também”.
A entrevista também reserva espaço para temas mais pessoais, como saúde emocional, fé e persistência diante de críticas e bastidores. Alyne admite que já pensou em desistir mais de uma vez, mas afirma que encontrou sustentação na espiritualidade: “Eu já pensei várias vezes em desistir… mas é pelos bastidores… o que me sustenta é Deus”. Ela menciona mudança de postura nos últimos anos e reforça a ideia de que a oração e a vida religiosa se tornaram eixo de equilíbrio: “De dois anos pra cá… eu sou totalmente adepta à oração… eu tenho certeza absoluta”. Ao falar de inteligência artificial, ela diferencia usos positivos, mas critica quando a tecnologia substitui o que, para ela, deveria nascer do humano, principalmente na composição: “Eu acho o fim… fica muito robótica… deixa de ter sentimento”.
Ao final, Alyne agradece o espaço do Pode Conversar, reforça que o público deve ficar atento às novidades do audiovisual e convida a audiência a participar da escolha do repertório por meio de uma caixinha de perguntas no Instagram: “Vou abrir uma caixinha… pra galera dar dicas de repertório… vai ficar uma coisa muito linda”. E encerra reafirmando o nome do projeto e onde encontrá-la: “Aline Alves, vocal… e também tem meus CDs… ‘Agora é Comigo Brasil’… um beijo, obrigada”.
Link da Entrevista Completa: