No sábado, 17 de janeiro, às 17h, o podcast Pode Conversar recebeu, no quadro Voz e Representação, o personal trainer Hugo Lima, profissional com 10 anos de formação e atuação reconhecida na região, incluindo trabalhos em São José de Espinharas e na Stop Fit, além de acompanhamento em outras academias. Conduzida em tom de conversa franca, a entrevista reuniu informação prática, experiência de campo e orientações sobre saúde física e mental, com foco em temas que têm impactado diretamente a rotina das pessoas: ansiedade, depressão, obesidade, hipertensão, hábitos alimentares, suplementação e o papel do exercício na prevenção e no controle de doenças crônicas.

Logo no início, Hugo destacou a relevância do tema ao lembrar que a saúde mental precisa ser tratada com seriedade e método. Ele explicou que a melhora do quadro ansioso e depressivo passa por um conjunto de pilares: atividade física regular, alimentação mais equilibrada, sono de qualidade e, quando necessário, acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Ao falar sobre o assunto, compartilhou também a própria vivência, afirmando que conhece o problema “na pele”, o que reforça sua abordagem humanizada no atendimento. Para ele, o treino não é apenas execução de séries: é também escuta, orientação e construção de rotina, ajudando o aluno a transformar dificuldades em consistência, com encaminhamento para suporte especializado quando a situação exige.

Na sequência, a conversa avançou para a relação entre obesidade e saúde mental, discutindo como o excesso de peso pode se associar a ansiedade e depressão, seja por fatores fisiológicos, seja por impactos sociais como críticas e preconceito. Hugo ressaltou que a obesidade frequentemente vem acompanhada de outras condições, como diabetes, hipertensão e alterações metabólicas, e chamou atenção para a importância de olhar o problema como um quadro amplo, que demanda mudança de hábitos, não soluções rápidas. Nesse ponto, o entrevistado também abordou as chamadas “canetas emagrecedoras”, explicando que esses medicamentos, originalmente usados em tratamentos metabólicos, passaram a ser buscados para emagrecimento por reduzirem o apetite. Hugo pontuou que podem ter utilidade em casos específicos, mas alertou para o risco do uso sem prescrição e acompanhamento médico, reforçando que não há “fórmula mágica”: o emagrecimento sustentável depende de déficit calórico, rotina de treino, ajuste alimentar e supervisão profissional.

A participação do público trouxe perguntas que tornaram o episódio ainda mais prático. Questionado sobre atividade física para jovens com ansiedade crônica e condições associadas, Hugo defendeu o treino como ferramenta importante por favorecer a liberação de substâncias relacionadas ao bem-estar, reforçando que a prática precisa ser orientada e adequada ao perfil de cada pessoa. Também respondeu dúvidas sobre creatina e whey protein, destacando a creatina como um dos suplementos mais estudados e utilizados, com benefícios ligados a força, potência e recuperação; e o whey como alternativa útil principalmente quando o indivíduo não consegue atingir a quantidade diária de proteína apenas com alimentação, sempre lembrando que a prescrição adequada deve ser feita por profissional habilitado, especialmente em casos clínicos específicos.

Um dos momentos mais didáticos ocorreu quando o entrevistado explicou como organiza a montagem de treinos. Segundo Hugo, não existe treino “igual para todo mundo”: o planejamento depende de rotina, objetivo, nível de condicionamento e limitações. Ele descreveu a importância da avaliação inicial, da adaptação progressiva e do cuidado com articulações em perfis com sobrepeso e obesidade, além de defender a integração entre musculação (exercício resistido) e cardio, aplicada com estratégia para otimizar resultados. Ainda sobre saúde, comentou situações comuns como fibromialgia, artrite, artrose e hérnia de disco, afirmando que, em geral, a atividade física orientada tende a ser aliada no controle e na melhora funcional, com atenção a crises inflamatórias e acompanhamento profissional. No tema hipertensão, reconheceu que treino e alimentação podem contribuir para normalização de pressão em muitos casos, sempre reforçando que qualquer ajuste de medicação deve ser feito pelo médico.

Além do conteúdo técnico, o episódio também trouxe um recorte pessoal. Hugo falou sobre a importância das redes sociais para a carreira do personal trainer, defendendo que ser visto e comunicar o trabalho se tornou essencial para alcançar mais pessoas e ampliar oportunidades no mercado. Ele também destacou o papel da família como base de motivação: reconheceu a influência dos pais na formação de valores e atribuiu à esposa e à filha parte central do equilíbrio emocional e da disciplina que sustenta sua rotina intensa de trabalho.

Ao final, a entrevista manteve o clima de interação com o público e contou com sorteio, reforçando o caráter comunitário do quadro. Nas considerações finais, Hugo deixou uma mensagem direta: mudança de vida exige decisão e continuidade, e “o melhor momento para começar” é agora — independentemente da idade. A edição encerrou com agradecimentos e convite para acompanhar os próximos episódios do Pode Conversar, que segue abrindo espaço para trajetórias e debates que conectam vida real, saúde, trabalho e comunidade no quadro Voz e Representação.

Entrevista Completa: