
A bacharel em Direito Germana Wanderley participou, na última sexta-feira (13), às 19h, do programa Pode Conversar. Durante a entrevista, ela falou sobre sua trajetória pessoal, experiências na gestão pública, o cenário político atual e sua pré-candidatura a deputada federal. Ao longo da conversa, Germana destacou a importância do diálogo como base para a política e para a construção de soluções coletivas.
Logo no início da entrevista, ela ressaltou a importância de espaços de conversa pública. Segundo Germana, o debate aberto é fundamental para evitar conflitos e fortalecer a democracia. “É importante que a gente permaneça dialogando, sabendo conversar. Quando não há conversa, o que predomina é o conflito. O diálogo é essencial”, afirmou.
A entrevistada também relembrou a criação de um podcast voltado ao debate público em Patos. A iniciativa surgiu, segundo ela, da percepção de que faltavam espaços onde pessoas com diferentes visões pudessem conversar sem barreiras. Germana explicou que a proposta era justamente aproximar setores que muitas vezes não dialogam entre si.
“Patos precisava de um espaço onde as pessoas pudessem conversar sobre diversos assuntos. A ideia era justamente criar um ambiente de diálogo aberto, sem divisão entre grupos”, disse.
Ela contou que o projeto começou inicialmente como um programa de rádio e depois evoluiu para um formato de podcast. No entanto, a iniciativa acabou sendo encerrada quando ela passou a atuar diretamente na gestão pública. Segundo Germana, após assumir funções administrativas, algumas pessoas passaram a evitar participar das entrevistas por receio de associação política.
Durante a conversa, Germana também abordou sua visão sobre a prática política e afirmou que acredita em uma política baseada na escuta da população. Para ela, quem ocupa cargos públicos precisa estar próximo das comunidades e entender as necessidades reais das pessoas.
“A política não se faz dentro de gabinete. A política se faz ouvindo as pessoas, entendendo os problemas de quem vive aquela realidade. É preciso estar presente para saber o que precisa ser resolvido”, afirmou.
Ao relembrar sua experiência na gestão pública, Germana citou o período em que esteve à frente da Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte. Segundo ela, apesar de não ter formação específica nessas áreas, buscou construir as ações ouvindo profissionais e representantes dos setores envolvidos.
“Quando cheguei à secretaria eu disse: eu não sei tudo, então preciso ouvir quem entende. Foi assim que começamos a organizar projetos e ações, a partir do diálogo com as pessoas que viviam aquela realidade”, relatou.
A entrevistada também destacou que a escuta foi um elemento central em sua atuação administrativa. Ela afirmou que muitos avanços surgem justamente quando a gestão pública valoriza o conhecimento das pessoas que estão diretamente envolvidas nas atividades.
Outro ponto discutido na entrevista foi a participação feminina na política. Germana avaliou que houve avanços nos últimos anos, mas ainda existe espaço para ampliar a presença das mulheres em cargos de decisão.
“As mulheres precisam ocupar os espaços de fala e de decisão. E aquelas que já estão nesses espaços não podem se calar por conveniência. É importante que as mulheres participem e se posicionem”, afirmou.
Segundo ela, temas como igualdade salarial, combate à violência contra a mulher e ampliação das oportunidades profissionais precisam continuar sendo debatidos no cenário político.
Durante a entrevista, Germana também falou sobre o início de sua relação com a política. Ela contou que desde jovem demonstrava interesse por temas sociais e comunitários, participando de atividades em projetos sociais e movimentos estudantis.
“Desde pequena eu tive um olhar voltado para as pessoas. Sempre participei de ações sociais e comunitárias. Isso foi despertando em mim esse interesse por questões públicas”, disse.
Ela também citou a influência da família e da formação acadêmica na construção dessa trajetória. Durante a faculdade, segundo ela, participou de movimentos estudantis e atividades políticas dentro da universidade.
Ao comentar sobre o cenário político atual, Germana afirmou que acredita na necessidade de renovação e participação maior da sociedade nas decisões públicas. Para ela, a população precisa acompanhar e cobrar resultados dos representantes eleitos.
“A política precisa ser feita com responsabilidade e compromisso com as pessoas. Não é apenas falar, é buscar soluções e apresentar resultados”, declarou.
Entre os temas que pretende priorizar caso seja eleita deputada federal, Germana destacou a área da saúde pública, especialmente no interior da Paraíba. Segundo ela, o acesso a exames, tratamentos e cirurgias ainda representa um desafio para muitos moradores da região.
“A saúde no Sertão ainda enfrenta muitas dificuldades. Muitas pessoas precisam se deslocar para outras cidades para conseguir atendimento ou realizar exames. Isso precisa melhorar”, afirmou.
Ela também mencionou a necessidade de fortalecer a estrutura hospitalar e ampliar o número de profissionais de saúde disponíveis na rede pública.
Outro tema citado por Germana foi a valorização da cultura regional. Segundo ela, a cultura tem papel fundamental na identidade das cidades e no desenvolvimento econômico, inclusive por meio do turismo.
“A cultura representa a identidade de um povo. Quando valorizamos a cultura local, também fortalecemos o sentimento de pertencimento e criamos oportunidades para a economia da região”, explicou.
Ao final da entrevista, Germana confirmou que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados e afirmou que seu objetivo é representar o sertão paraibano no cenário político nacional.
“Estou colocando meu nome à disposição como pré-candidata. Quero levar a voz do Sertão para Brasília e contribuir com políticas que atendam às necessidades da nossa região”, declarou.
Encerrando a conversa, ela reforçou a importância da participação da sociedade no debate político e na fiscalização dos gestores públicos.
“A população precisa participar mais da política, acompanhar as decisões e cobrar resultados. É assim que a democracia se fortalece”, concluiu.
Entrevista Completa: