Um levantamento divulgado pela coordenação da Patrulha Maria da Penha revelou um dado de extrema relevância para a Paraíba: nenhuma mulher assistida pelo Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) foi vítima de feminicídio no estado.

Esse resultado comprova a força de uma política pública que alia acolhimento humanizado, acompanhamento psicológico, social e jurídico, além da atuação da Patrulha Maria da Penha no monitoramento das medidas protetivas.
A realidade da violência contra a mulher no Brasil
Durante participação na Câmara Municipal, a assistente social Juliana Almeida Carvalho, do CRAM de Patos, apresentou um panorama preocupante: segundo o Mapa da Segurança Pública 2025, em média, quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil. “São vidas interrompidas, sonhos paralisados pelo simples fato de serem mulheres”, destacou.
Ela lembrou ainda que muitas vítimas permanecem em silêncio devido a dependência emocional, dependência financeira, ameaças, vergonha, medo de julgamento ou até pelo receio de não serem acolhidas e acreditadas.
A importância das políticas públicas
Juliana Almeida Carvalho reforçou que o enfrentamento à violência contra a mulher depende do fortalecimento das políticas públicas:
- Acolhimento psicológico, social e jurídico para vítimas;
- Escuta sem julgamento, garantindo proteção e confiança;
- Monitoramento das medidas protetivas pela Patrulha Maria da Penha;
- Integração da rede de proteção como estratégia essencial para romper ciclos de violência.
O papel do CRAM em Patos
Para a assistente social, o CRAM é muito mais do que um espaço físico: “O CRAM é um porto seguro para muitas mulheres, onde encontram não apenas atendimento, mas a certeza de que não estão sozinhas”.
Ela apresentou um dado que merece destaque: nenhuma mulher acompanhada pelo CRAM de Patos foi vítima de feminicídio. Segundo Juliana, esse resultado demonstra a eficácia da política pública no município.
Encerrando sua fala, Juliana Almeida Carvalho fez um apelo à sociedade:
“A violência contra a mulher não é um problema privado, é um problema social, que diz respeito a todos nós. Enquanto uma mulher sofrer, nenhuma de nós estará verdadeiramente protegida.”