O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, participou novamente do quadro Voz e Representação no dia 23 de agosto de 2025, às 17h, em sua segunda participação no programa, realizada de forma virtual.

Durante a entrevista, Coutinho comentou sobre o cenário político do Brasil e da Paraíba, analisando os desafios e perspectivas para o futuro do país. Entre os temas abordados, estiveram o tarifaço do presidente dos EUA, Donald Trump, as medidas impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo ministro Alexandre de Moraes, além de reflexões sobre sua própria trajetória política e os desafios da vida pública.

O ex-governador também reafirmou sua tese de que, na política paraibana, há “muito cacique para pouco índio”, apontando a concentração de poder e a dificuldade de espaço para formação de chapas na base governista. Segundo ele, o quadro político do estado se agravou, marcado pela ausência de programas consistentes e por alianças voltadas mais para conveniências do que para o interesse coletivo.

“Ninguém fala sobre programa político. Falam em frases genéricas como ‘a Paraíba tem que continuar bem’, mas bem para quem? O estado não está no seu melhor momento. Houve retrocesso em políticas públicas e ausência em regiões como Patos e o Vale do Piancó”, afirmou Coutinho.

O ex-governador ainda ressaltou que falta clareza sobre os projetos de desenvolvimento regional:

“Quem fala pelos interesses do povo da Paraíba? Quem olha para os que estão no andar de baixo? Muitos querem ser candidatos, mas não dizem o porquê querem ser.”

Ricardo Coutinho comentou as recentes declarações do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, que afirmou que, caso fosse convidado pelo presidente Lula, deixaria imediatamente o Republicanos para disputar o Governo da Paraíba pelo PT.

Coutinho destacou que Galdino sempre esteve no campo de apoio ao presidente Lula e que poderia, sim, ser um nome viável para representar o projeto do campo popular no estado. Segundo o ex-governador, o fundamental é a construção de um palanque sólido e fiel ao presidente Lula, independente de pesquisas eleitorais.

“Adriano é um cara que sempre esteve no campo de apoio ao presidente Lula. Ele pode apresentar um programa novo, falar para o andar de baixo e construir essa relação com os partidos da federação. O que vale é a capacidade de envolver a militância e oferecer segurança ao projeto nacional de Lula”, afirmou Ricardo.

Coutinho também ressaltou que pesquisas não devem ser o critério central para definição de candidaturas:

“Campanha não é pesquisa. O que importa é a construção política e a capacidade de mobilização popular.”

Ao final, Ricardo reforçou que a escolha de Galdino ou outro nome passa pelo desejo do presidente Lula e da direção nacional do PT, e que o critério central deve ser a defesa do projeto nacional do atual presidente.

Na sua primeira participação no programa, Ricardo Coutinho já havia compartilhado sua trajetória política, desde vereador em João Pessoa, deputado estadual e prefeito da capital, até os dois mandatos como governador da Paraíba. Na ocasião, destacou ações voltadas ao desenvolvimento humano, inclusão social, sustentabilidade e à valorização da participação popular, iniciativas que lhe renderam prêmios nacionais e internacionais.

A nova edição do Voz e Representação trouxe, assim, um bate-papo enriquecedor, abordando política, história e os caminhos trilhados para transformar realidades.

📅 Data: 23/08/2025
🕔 Horário: 17h
💻 Participação virtual

Assista à entrevista completa:

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