Em entrevista, o jornalista Jordan Bezerra defendeu que Patos precisa ampliar sua representação na Assembleia Legislativa da Paraíba e não pode se contentar em ter apenas um deputado estadual. Para ele, a cidade, considerada “capital do Sertão” e ponto central de passagem no Estado, está aquém do que representa em termos populacionais, econômicos e geográficos.

Jordan lembrou que hoje Patos conta apenas com a deputada estadual Francisca Motta, mas já teve, em outros momentos, três ou quatro representantes, citando nomes como Nabor e o ex-deputado Dr. Érico. Ele comparou a situação com a de Cajazeiras, que, mesmo tendo aproximadamente metade da população de Patos, consegue eleger três deputados estaduais, como Chico Mendes (da região de São José de Piranhas), Paula Francineto e Júnior Araújo.

“Patos não só precisa, mas carece de mais representatividade na Assembleia”, enfatizou.

Um dos pontos centrais da análise de Jordan é a dispersão de votos no município. Segundo ele, o grande desafio de qualquer candidato local é o “rasga-rasga” de votos: muitos postulantes de fora tiram 500, 1.500 ou 2.000 votos na cidade, o que fragmenta o eleitorado e dificulta a consolidação de um ou mais nomes fortes da própria Patos.

Ao falar de nomes que poderiam representar o município na Assembleia, Jordan citou como destaque o ex-deputado Dr. Érico, que, segundo ele, protagonizou um “fenômeno de votos” ao enfrentar o grupo Mota em Patos com uma “campanha franciscana” e ainda assim bater de frente com o poder político estabelecido. Para o jornalista, o erro de Dr. Érico esteve menos na votação e mais na falta de posicionamento público firme diante do governo estadual e na articulação por cargos e espaços políticos depois de eleito, o que teria frustrado parte de seu eleitorado.

Jordan também mencionou o Dr. Ramonilson como um nome “muito valoroso”, digno e que mereceria oportunidade de disputar uma vaga na Assembleia, além de outras lideranças locais que vêm se dedicando à política patoense e ganhando espaço junto à população.

Na avaliação do jornalista, todos esses nomes se somam à pré-candidata Olívia Motta, apontada como “disparadamente a favorita” e que, segundo ele, “já tem no sangue” a política, herdando o capital eleitoral e a experiência da família Motta. Essa trajetória, contudo, também traz, na visão de Jordan, uma responsabilidade ainda maior com a cidade.

Jordan recordou ainda episódios em que, por falta de articulação política, Patos saiu perdendo em disputas estratégicas, como na instalação do curso de Medicina, que acabou indo para Cajazeiras. Para ele, se a cidade tivesse mais deputados estaduais defendendo seus interesses, o desfecho de pautas estruturantes poderia ser diferente.

Ao final, o jornalista reforçou que o desafio não é apenas escolher bons nomes, mas construir unidade em torno de candidaturas que, de fato, representem Patos e consigam transformar o peso eleitoral da cidade em força política real na Assembleia Legislativa.

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