
As/os docentes da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) decidiram, em assembleia realizada nesta quinta-feira (05/12), encerrar a greve iniciada em 22 de setembro. A decisão também incluiu a aprovação da proposta apresentada pelo Governo do Estado para o pagamento do retroativo das progressões funcionais, tema considerado um dos mais sensíveis da pauta.
A assembleia ocorreu presencialmente no Auditório do Curso de Psicologia, no Campus I, e contou com participação descentralizada nos demais campi. A reunião teve início com a apresentação, pela comissão de negociação do comando de greve da ADUEPB, dos pontos discutidos na última mesa tripartite, realizada no dia 02 de dezembro.
Acordo sobre progressões funcionais
O governo manteve a proposta de pagamento do retroativo com deságio de 40% e parcelamento em 20 meses, a partir de janeiro de 2026. A assembleia aprovou o acordo por 85 votos a 36, com 9 abstenções, garantindo o direito de cada docente decidir individualmente se aderirá ou não à proposta. Os que optarem por não aceitar o acordo poderão buscar a via judicial.
Segundo a presidenta da ADUEPB, Cristiane Nepomuceno, a discussão sobre as progressões funcionais já dura quase três anos e envolve divergências internas importantes.
“Não concordamos com o deságio, em absoluto, mas entendemos que isso não poderia inviabilizar o direito dos professores que desejam aceitar o acordo”, afirmou.
Avaliação e encerramento da greve
Após o debate sobre as progressões, a assembleia avaliou o movimento paredista. Considerando que a categoria já havia discutido amplamente os impactos da paralisação, foram colocadas duas propostas: continuar ou encerrar a greve.
Por 77 votos a 46, com quatro abstenções, venceu a proposta de término da paralisação. Com isso, as atividades acadêmicas devem ser retomadas, seguindo orientações que serão posteriormente definidas pela universidade.
Pauta docente permanece em negociação
Apesar do encerramento da greve, a categoria reforçou a necessidade de continuidade das negociações com o Governo do Estado. Entre os pontos que seguem em debate, estão:
- Reposição salarial de 22,97%, referente às perdas acumuladas nos últimos quatro anos;
- Recomposição do orçamento da UEPB para 2026;
- Discussão sobre a Lei de Autonomia Universitária (Lei nº 7.643/2004);
- Realização de novos concursos para docentes efetivos;
- Convocação de aprovadas/os em cadastro de reserva;
- Pagamento integral dos retroativos das progressões funcionais;
- Instalação permanente de uma mesa de negociação tripartite.
A manutenção da mesa tripartite — formada por representantes do governo, da reitoria e da categoria docente, foi considerada essencial para o avanço das discussões e para o acompanhamento do cumprimento dos acordos.
Fonte: Pode Conversar, com informações da ADUEPB