
A disputa pela Mesa Diretora da Câmara Municipal de Patos para o biênio 2027–2028 ganhou força nas últimas semanas, especialmente após a expectativa frustrada de que a eleição fosse pautada no último 2 de dezembro, conforme previsão do Regimento Interno da Casa. A votação não ocorreu porque a presidente Tide Eduardo acatou uma recomendação do Ministério Público, que orientou a não realização de eleições antecipadas, alinhando a Câmara ao entendimento do STF. Mesmo assim, declarações públicas de voto e articulações internas já começaram a delinear o cenário político dentro do legislativo patoense, onde o nome do vereador Maikon Minervino (Progressistas) desponta como o principal favorito à presidência da Casa Juvenal Lúcio e Sousa.
A vereadora Fátima Bocão foi uma das primeiras a declarar voto abertamente, afirmando que seu apoio a Minervino é definitivo “independente de data, dia ou ano”. A fala repercutiu entre os parlamentares e fortaleceu as articulações em torno do vereador de primeiro mandato, cujo nome, segundo a imprensa local, começou a ganhar evidência nos bastidores da Câmara. Com isso, cresce a percepção de que a futura eleição da Mesa já tem um protagonista claro, mesmo antes do anúncio de chapas ou da consolidação formal das alianças.
Esse movimento público de adesões foi tema de análise do comentarista político Eryvelton Lima, CEO do Data Ducks, que avaliou as recentes declarações de voto feitas em tribuna. Segundo ele, “foram 11 que já declararam votos para o Maikon Minervino”, número suficiente para garantir a vitória em uma Câmara composta por 17 vereadores. Para Eryvelton, o fato de os apoios terem sido manifestados abertamente é um indicador robusto: “quando 11 vão para a tribuna e afirmam voto, não volta atrás facilmente”.
Apesar disso, o analista pondera que a Câmara de Patos possui um histórico de episódios marcados por mudanças inesperadas de direção. Ele relembra o emblemático caso do ano 2000, quando, segundo a memória política local, “o famoso 9 ganhou de 10”, episódio que até hoje alimenta discussões sobre traições e reviravoltas internas. Ao contrastar passado e presente, Eryvelton reconhece que o ambiente político é sempre dinâmico, mas avalia que o atual cenário favorece Minervino: “eu creio que é só questão de tempo para Maikon Minervino ganhar aquela presidência”.
Enquanto isso, o grupo da atual presidente da Casa, Tide Eduardo, que não pode disputar novamente, ainda estuda um nome para apresentar ao pleito, mas sem definição pública. A indefinição reforça a dianteira de Minervino, que, na leitura de analistas e de parte dos vereadores, larga com vantagem na disputa pela condução do Legislativo patoense a partir de 2027.
Assim, embora a eleição não possa ser realizada antes do prazo legal e ainda haja campo para negociações, o cenário atual aponta para um favoritismo consolidado em torno de Maikon Minervino. A política, porém, permanece aberta: entre precedentes históricos de surpresas, articulações de bastidores e a longa espera até a votação oficial, a trajetória até a presidência da Câmara de Patos ainda reserva espaço para movimentações que podem redefinir o jogo, mesmo que, por ora, a balança pese fortemente ao lado do vereador progressista.
Veja o vídeo: