
Durante sua participação no podcast Pode Conversar, no último dia 12 de dezembro, o advogado Dr. Taciano fez uma reflexão contundente sobre os critérios que orientam sua atuação profissional. Em uma fala marcada pela franqueza e pela defesa de princípios éticos, ele destacou que a escolha de uma causa vai muito além de interesses financeiros.
Segundo Dr. Taciano, o primeiro filtro para aceitar um caso é a identificação pessoal com a causa. “Eu gosto da causa que me empolgue”, afirmou, ressaltando que a decisão é, antes de tudo, empática. Para ele, não basta que a causa seja juridicamente viável; é necessário que ela esteja alinhada com seus valores e com seu bem-estar emocional. “Se não vai me fazer bem, se não vai me deixar dormir direito, eu não pego”, declarou.
O advogado também foi enfático ao afirmar que jamais defenderia uma causa da qual sentisse vergonha. Para ele, a coerência entre a vida profissional e a vida pública é inegociável. “Eu não posso ter vergonha da causa. Se eu não puder sair na rua e dizer que sou advogado daquela pessoa, eu não faço”, pontuou, reforçando que a advocacia, em sua visão, deve ser exercida com responsabilidade moral.
Além da dimensão ética, Dr. Taciano abordou o aspecto legal de forma direta ao comentar sobre o princípio da legalidade. Em sua fala, destacou que, na ausência de uma proibição expressa em lei, determinada conduta é permitida. “Se não tem nenhuma lei dizendo que é proibido, então pode”, afirmou, resumindo sua visão com a frase provocativa: “A regra é a permissão, é proibido proibir”.
A fala repercute como um convite à reflexão sobre o papel do advogado na sociedade, não apenas como intérprete da lei, mas como agente que faz escolhas conscientes, equilibrando técnica jurídica, ética profissional e responsabilidade pessoal.
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