
Uma história simples, improvável e totalmente real voltou a chamar atenção após mais de uma década. Conhecida nacionalmente há cerca de 14 anos, quando ganhou espaço na mídia brasileira, a trajetória da Galinha Rafinha está prestes a ganhar um novo capítulo — agora em forma de música voltada ao público infantil.
A personagem, inspirada em fatos reais, surgiu a partir de um episódio que rapidamente ultrapassou o cotidiano e se transformou em pauta nacional, despertando curiosidade, humor e afeto do público. A história, porém, tem um tom trágico: Rafinha era uma galinha tratada como um pet comum, criada com carinho por suas cuidadoras, mas acabou sendo roubada e não teve um final feliz.
Na época, o caso ganhou ainda mais projeção ao ser transformado em canção, interpretada pelo humorista e músico Hugo Leonardo, conhecido como Tatu. A música também recebeu versões de importantes grupos regionais, ajudando a consolidar a narrativa no imaginário popular.
Agora, 14 anos depois, o escritor e ilustrador Junior Misaki — conhecido por obras infantojuvenis de grande repercussão na Paraíba, como “A Tapioca da Vovó”, “O Gato Juan” e “Miguel e o Celular” — revisita essa memória afetiva e propõe um reencontro artístico. O novo projeto musical busca resgatar a essência dessa história que atravessou gerações e apresentá-la a um novo público, especialmente às crianças que não conheceram a famosa história da galinha patoense que sensibilizou o país.
“A nossa parceria musical com o Tatu ganhará um contexto diferente, que valoriza a oralidade, a ludicidade e o poder das narrativas baseadas em experiências reais. Mais do que um lançamento musical, o projeto propõe um resgate cultural: revisitar uma história que já foi notícia, riso e curiosidade nacional, e reapresentá-la sob uma nova linguagem, alinhada à educação, à arte e à memória coletiva”, destacou Misaki.
O trabalho integra um projeto maior, que envolve música, audiovisual e literatura infantil, com previsão de ser apresentado ao público no início de 2026, no período pós-carnaval. A canção composta por Misaki foi gravada em novembro de 2025, nos estúdios de Paulo Barbosa, em Patos (PB), que também assinou a produção musical.
Fonte: Pode Conversar com informações do portal 40 graus