Presidente da Câmara de Patos afirma que progressões serão implantadas e diz não compreender paralisação dos servidores
A presidente da Câmara Municipal de Patos se pronunciou, durante a sessão desta terça-feira (4), sobre a paralisação iniciada pelos servidores do Poder Legislativo. A categoria reivindica a implantação das progressões funcionais e um reajuste salarial.
Segundo a parlamentar, a Mesa Diretora mantém diálogo com os servidores e com o sindicato que representa a categoria. Ela afirmou que uma reunião sobre as reivindicações já havia sido realizada na semana passada.
Ao apresentar um histórico da situação, a presidente declarou que, quando assumiu a gestão da Câmara, identificou seis progressões funcionais em atraso. Conforme explicou, o Plano de Cargos e Carreiras estabelece um acréscimo de 10% a cada quatro anos.
“Fizemos todo um estudo para saber o que estava acontecendo. Realizamos o planejamento e colocamos as seis progressões em dia”, afirmou.
A presidente também destacou que, em 2025, a Mesa Diretora encaminhou um projeto de lei que concedeu reajuste de 10% aos servidores. Para 2026, segundo ela, o planejamento prevê a implantação da progressão funcional de 10% nos contracheques.
“Já conversei com os servidores e expliquei que fizemos todo o planejamento da Casa. As progressões serão contempladas. Quando estamos diante de uma gestão, precisamos ter responsabilidade com o dinheiro público e cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal”, declarou.
Durante a entrevista, a parlamentar também mencionou os servidores integrantes do chamado quadro especial, formado por profissionais que já trabalhavam na Câmara antes da Constituição Federal de 1988, mas que não ingressaram por concurso público. Segundo ela, esses servidores não possuem direito à progressão nos mesmos moldes dos concursados, mas a gestão encaminha projetos para garantir a equiparação salarial.
A presidente ainda ressaltou que os salários estão sendo pagos antecipadamente, geralmente no dia 20 de cada mês. Ela informou que o terço de férias foi quitado em abril e que 50% do décimo terceiro salário foi pago em maio.
Diante das medidas anunciadas, a parlamentar afirmou não compreender a decisão pela paralisação, mas reforçou que permanece aberta ao diálogo com os servidores e com o sindicato.
“Nunca neguei diálogo. A Casa é organizada e, para trabalharmos com organização, precisamos ter planejamento”, concluiu.