SINFEMP cobra progressão, reajuste salarial e diálogo com servidores da Câmara de Patos
A presidente do Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Patos e Região (SINFEMP), Carminha Soares, explicou as reivindicações que motivaram a paralisação dos servidores da Câmara Municipal de Patos nesta terça-feira (4).
De acordo com a dirigente sindical, a categoria reivindica a implantação da progressão funcional de 10%, reajuste salarial de 20% e maior diálogo por parte da gestão da Casa Legislativa.
“As reivindicações são a progressão de 10%, os 20% de reajuste salarial e também dignidade. Queremos que a Casa escute e respeite os seus servidores”, afirmou.
Carminha relatou que representantes da categoria já haviam se reunido com a presidente da Câmara e que, inicialmente, teria sido informada a possibilidade de implantação da progressão no mês de julho. Segundo ela, como a medida não foi efetivada, uma nova reunião foi realizada.
A sindicalista afirmou que, nesse segundo encontro, os servidores teriam sido informados de que a progressão somente seria implantada após o mês de outubro e sem pagamento retroativo.
“Os servidores já estão com esse direito assegurado. Queremos que seja implantado e, caso isso aconteça somente em outubro, que seja pago o retroativo”, declarou.
A presidente do SINFEMP também contestou a justificativa que, conforme seu relato, teria sido apresentada pela gestão da Câmara para não conceder o reajuste salarial. Segundo Carminha, foi mencionado que o aumento da remuneração poderia elevar a incidência de impostos sobre os salários.
“O servidor será penalizado porque o imposto poderá aumentar? Para pagar menos imposto, eles vão deixar de ter seus direitos assegurados?”, questionou.
Carminha defendeu que a legislação que rege a carreira dos servidores prevê reajustes e a concessão da progressão funcional a cada quatro anos. Ela afirmou que a paralisação ocorreu porque a categoria não considerou satisfatórias as justificativas apresentadas até o momento.
“A presidente disse que não faria o reajuste porque concederia a progressão, mas a progressão não foi implantada. Por isso, os servidores estão buscando os seus direitos e decidiram paralisar as atividades”, explicou.
Questionada sobre a possibilidade de o movimento evoluir para uma greve, Carminha informou que os servidores ainda deverão se reunir para avaliar os próximos encaminhamentos.
“Vamos reunir a categoria posteriormente e decidir quais serão os próximos procedimentos. Por enquanto, foi realizada a paralisação”, concluiu.