A poucos dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, a composição da candidatura de André Gadelha (MDB) ao Senado chegou ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) após a renúncia da vereadora Ivonete Ludgério (PSD), que ocupava a primeira suplência da chapa.

A coligação Juntos Para a Paraíba Dar o Próximo Passo busca na Justiça Eleitoral uma solução que permita preservar a composição da candidatura de André diante da saída de Ivonete e da impossibilidade, segundo a argumentação apresentada pelo grupo, de realizar uma nova substituição dentro do calendário eleitoral.

A movimentação ocorre após Ivonete anunciar, no dia 18 de setembro, sua renúncia à primeira suplência e declarar apoio a Nabor Wanderley (Republicanos), também candidato ao Senado. A mudança foi anunciada ao lado do marido, Manoel Ludgério, e do deputado federal Hugo Motta. A renúncia e a posterior adesão foram divulgadas por veículos da imprensa paraibana.

Na ação apresentada ao TRE-PB, o MDB sustenta que a saída da vereadora não deve ser analisada apenas como uma decisão pessoal, argumentando que a mudança produziu consequências diretas para a chapa de André Gadelha em plena reta final da campanha.

Segundo a petição, “não se trata de ato de desistência pessoal, mas de manobra deliberada para fragilizar a chapa da Coligação em benefício do grupo político adversário, ao qual a renunciante aderiu publicamente no mesmo ato em que comunicou a desistência”.

A afirmação representa a argumentação apresentada pelo MDB à Justiça Eleitoral e ainda depende da análise do TRE-PB.

Como alternativa, caso a reversão da renúncia não seja admitida, a coligação pede autorização para que André Gadelha continue concorrendo ao Senado com apenas um suplente. O argumento é de que o prazo previsto para substituição de candidaturas já teria terminado, impossibilitando a indicação de outro nome para ocupar a vaga.

Ivonete Ludgério havia assumido a primeira suplência de André no fim de julho, depois de desistir de disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Menos de dois meses depois, anunciou a saída da chapa e o apoio a Nabor Wanderley.

No ato em que a mudança foi comunicada, Manoel Ludgério afirmou que o “homem precisa ter atitude”, sem detalhar naquele momento as razões do rompimento político. Ele também relembrou sua convivência com Nabor Wanderley durante o período em que ambos exerceram mandatos na Assembleia Legislativa da Paraíba.

Agora, caberá à Justiça Eleitoral analisar os argumentos apresentados pela coligação e definir quais serão os efeitos jurídicos da renúncia sobre a candidatura de André Gadelha ao Senado.

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