A liberação de Marcos Rojo um dia antes da semifinal no Maracanã deixou o Flamengo, eliminado pelo Estudiantes nos pênaltis, na bronca. E o time carioca foi à CONMEBOL protestar contra o fato.

Segundo apurou a ESPN, o Rubro-Negro entrou com uma representação formal na entidade que comanda o futebol sul-americano. Na visão do Flamengo, o atleta, autorizado até então a jogar pela Corte Arbitral do Esporte, não era fruto de uma decisão definitva, assim estando irregular para a partida.

O Estudiantes tem até a próxima semana para apresentar sua defesa. De acordo com o Código Disciplinar da CONMEBOL, existe a chance de perda de pontos caso um atleta tenha uma escalação irregular, com o W.O. aplicado pela entidade contra a equipe infratora, fazendo com que o adversário vença por 3 a 0 na partida.

A escalação de Rojo era uma incógnita, pois a CONMEBOL havia rejeitado na última semana o registro do atleta por alegar que o zagueiro havia sido registrado na liga local fora do prazo estabelecido para a janela de transferências.

O entrave estaria no regulamento, que exigia que o zagueiro estivesse inscrito na liga nacional. O Estudiantes realizou a inscrição no dia 9 de outubro, mas, como o procedimento ocorreu fora do prazo estabelecido na janela de transferências, a entidade avalia se a exceção que permitiu ao clube contratar o jogador está de acordo com as regras.

Vale lembrar que o Santos já foi punido pela CONMEBOL por uma escalação irregular. Na ocasião, em jogo válido pelas oitavas de final da Libertadores de 2018, Carlos Sánchez foi considerado irregular pela CONMEBOL diante do Independiente, declarado vencedor por 3 a 0 na partida depois de um 0 a 0 na partida de ida.

“A Conmebol resolve declarar como perdedor o Santos Futebol Clube na partida disputada em 21 de agosto, determinar o resultado de 3 a 0 a favor do Club Atlético Independiente e confirmar a suspensão do jogador Carlos Andrés Sanchez Arcosa”, dizia o trecho do comunicado à época.

O caso, contudo, foi diferente do que envolveu o Estudiantes, já que o Santos acabou infringindo um sistema da própria Conmebol. Já a decisão que permitiu aos argentinos escalar Rojo veio de uma instância jurídica superior, no caso a CAS.

Fonte: ESPN