Durante sua participação no Pode Conversar, exibido no dia 26 de dezembro, Netto Lima compartilhou um relato pessoal e político sobre os bastidores que o levaram a ingressar de forma direta na vida pública, destacando a influência familiar, o vínculo com a população e um momento decisivo da política local.

Segundo Netto, a política sempre esteve presente em sua vida desde cedo, muito em função do convívio com o pai, que tinha forte atuação comunitária e registrava, em vídeos caseiros, momentos do cotidiano da cidade, como cavalgadas, festas tradicionais e encontros populares. Esse contato constante com as pessoas ajudou a moldar uma característica que ele carrega até hoje: a facilidade de diálogo e o respeito no trato com todos.

“Eu gosto de falar com as pessoas, de cumprimentar, de ter esse respeito. Às vezes estou viajando e alguém olha pra mim, e eu já falo como se conhecesse”, relatou.

O ponto de virada, no entanto, aconteceu em um contexto delicado. Seu pai, já bastante adoentado, ainda demonstrava o desejo de seguir na política, o que levou Netto a tentar convencê-lo a priorizar a saúde e os estudos. Nesse cenário, ele próprio passou a considerar seriamente a possibilidade de disputar um cargo eletivo, inicialmente como vereador.

A conversa com Chicão, liderança histórica do MDB e ex-vice-prefeito, foi determinante. Chicão, que já havia disputado eleições anteriores e mantinha expressiva votação, enfrentava dificuldades para montar sua chapa majoritária. Durante um encontro informal no período junino, Netto se colocou à disposição para ser vice, caso não houvesse outra alternativa viável.

O cenário eleitoral, contudo, era amplamente desfavorável. As pesquisas pré-eleitorais apontavam larga vantagem para a candidatura adversária, com cerca de 69% das intenções de voto, enquanto Chicão aparecia com pouco mais de 17%. Mesmo assim, Netto enxergava naquele momento uma oportunidade de se apresentar politicamente à população.

Dias depois, a decisão se tornou urgente. Chicão procurou Netto pessoalmente e foi direto: havia apenas dois nomes possíveis para a vaga de vice, e, caso nenhum aceitasse, a campanha seria inviabilizada.

“Se você não for, eu desisto da campanha. Não tenho vice”, relembrou Netto.

Diante da responsabilidade e do chamado inesperado, Netto Lima aceitou o desafio. Mais do que uma estratégia eleitoral, a decisão representou, segundo ele, o início concreto de sua caminhada política, motivada pelo desejo de participação, pela identificação com as pessoas e pela disposição de enfrentar cenários adversos.

O relato no Pode Conversar expôs não apenas os bastidores de uma campanha, mas também a dimensão humana por trás das escolhas políticas, marcadas por relações pessoais, coragem e compromisso com a comunidade.

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