Bisneto de Juvenal Lúcio de Sousa, Saulo Dantas se apresenta como o nome de Lula no Sertão da Paraíba
Bisavô do pré-candidato a deputado federal pelo PT, Juvenal teve atuação marcante na política patoense e deixou legado ligado ao diálogo, à agropecuária e à vida pública no Sertão paraibano
A história política de Patos guarda, no nome de sua Câmara Municipal, a memória de um personagem ainda pouco conhecido por parte da população: Juvenal Lúcio de Sousa. A sede do Legislativo patoense, denominada Casa Juvenal Lúcio de Sousa, homenageia o ex-vereador que teve participação importante na vida pública do município e cuja trajetória familiar volta a ser lembrada por Saulo Dantas, seu bisneto.

Juvenal Lúcio de Sousa nasceu em 1889, no distrito de São José de Espinharas, então integrante do município de Patos, e faleceu em 21 de abril de 1950. Antes de se destacar na política, construiu sua trajetória ligada à agropecuária, especialmente ao comércio de gado no percurso entre Patos e o Ceará. Também atuou no beneficiamento do algodão, mantendo um vapor destinado ao descaroçamento do produto em um período no qual a atividade ainda era realizada com técnicas tradicionais.

Sua presença na Câmara Municipal teve início na gestão iniciada em 1935. Em 24 de janeiro de 1936, Juvenal foi empossado vereador ao lado de outros nomes da política local, como Bílio de Sousa Wanderley, Alfredo Lustosa Cabral, Francisco de Assis Wanderley, Noé Trajano da Costa, Pedro Caetano dos Santos, Pedro da Veiga Torres, Pedro Xavier dos Santos e Zacarias Vilar.
Anos depois, com a retomada da normalidade institucional e a realização de nova eleição direta em 12 de outubro de 1947, Juvenal voltou a figurar entre os representantes escolhidos pela população. Naquela eleição, recebeu 316 votos e tomou posse em 8 de novembro do mesmo ano, junto aos demais vereadores eleitos.
De acordo com informações reunidas junto à família, Juvenal se destacou pela capacidade de agregação e pelo respeito ao diálogo democrático. Na Câmara, chegou à presidência da Casa e ficou conhecido pela postura conciliadora, defendendo a paz política e o respeito tanto a aliados quanto a adversários.
Casado com Francisca Gomes de Sousa, Juvenal formou uma numerosa família. Da união nasceram Amarílio, Heronildes, José Lúcio, Edmilson, Hélio, Ednaldo, João, Anália, Almira, Maria, Francisca, Aliete, Janira, Terezinha e Maria Leônio. A herança política também permaneceu na família: Cícero Lúcio foi apontado como seu substituto imediato, enquanto João Lúcio chegou a ocupar uma cadeira de vereador em São José de Espinharas.
Para Saulo Dantas, pré-candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores na Paraíba, resgatar a memória do bisavô é também valorizar uma parte da história política sertaneja. Ele afirma representar, no Sertão paraibano, o projeto político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Casa Juvenal Lúcio de Sousa, portanto, não carrega apenas uma denominação institucional. Ela preserva a lembrança de um homem ligado ao desenvolvimento econômico, social e político de Patos, cuja trajetória se mistura à formação da terceira maior cidade da Paraíba e à história pública do Sertão.
Fonte: Assessoria