O Pode Conversar recebeu, nesta quinta-feira (30), a informação de que os estudantes da Escola Estadual José Heitor de Sousa Mangueira, localizada em Conceição, no Sertão da Paraíba, mantiveram pelo terceiro dia consecutivo a decisão de não frequentar as aulas.

Registros fotográficos encaminhados ao portal mostram salas de aula vazias e corredores silenciosos. Professores e funcionários compareceram normalmente ao trabalho, mas encontraram apenas carteiras e cadeiras desocupadas.

A ausência dos estudantes faz parte de um movimento de protesto contra as mudanças realizadas na equipe gestora da unidade de ensino no início desta semana. Com a mobilização, os alunos buscam pressionar o Governo do Estado a rever a decisão e reconduzir os profissionais afastados.

O movimento teve início na terça-feira (28), com a criação de um abaixo-assinado virtual e a publicação de vídeos nas redes sociais. No segundo dia de mobilização, os estudantes realizaram uma caminhada pelas ruas de Conceição e participaram do programa Olho Vivo, da TV Diário do Sertão, de Cajazeiras, onde apresentaram suas reivindicações.

Agora, os alunos concentram os esforços na manutenção do que classificam como uma “greve estudantil”, com o esvaziamento da escola. Segundo os participantes, a intenção é demonstrar a insatisfação da comunidade escolar com uma decisão que consideram política, sem justificativa pública ou critérios técnicos apresentados.

“Ninguém está feliz por perder aula, mas estamos lutando pelo que é certo e por pessoas que fizeram a diferença na nossa escola. Enquanto não tivermos uma resposta, a escola vai continuar vazia. É o nosso jeito de mostrar que não fomos ouvidos”, declarou um aluno que participa da mobilização.

Os estudantes aguardam um posicionamento oficial do Governo da Paraíba sobre a possibilidade de recondução da ex-diretora Raniedja Ranielly Benício Fernandes Braga e dos demais integrantes da antiga equipe gestora.

Enquanto o impasse permanece, professores e funcionários continuam cumprindo seus horários normalmente na unidade de ensino, à espera de uma solução que possibilite o retorno dos estudantes e a retomada das aulas.

Veja foto e vídeo: