João Gonçalves diz ter alertado João Azevêdo sobre Nabor Wanderley e aponta “risco danado” na chapa para o Senado
O deputado estadual João Gonçalves (PP) revelou, nesta semana, ter alertado o ex-governador João Azevêdo (PSB) sobre os riscos políticos de dividir a chapa ao Senado com o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos). O parlamentar relembrou os argumentos que teria apresentado a Azevêdo. Para João Gonçalves, a candidatura de Nabor poderia alterar o equilíbrio da disputa dentro da própria chapa governista.
“Quando foi ventilado a possibilidade do nome de Nabor ser candidato a senador, eu achei João e disse, olha não é bom para você. Por quê? Porque você foi o maior governador da Paraíba, mas não faz política”, afirmou o deputado. Na avaliação apresentada por João Gonçalves, a força política construída por Nabor em Patos poderia ganhar dimensão estadual a partir da estrutura de uma candidatura ao Senado apoiada pelo governo. “Você acha que a eleição não consegue dissolver ela? Ele precisa ter esse desempenho para se fortalecer, para o Estado ver que dá para pegar o resultado de lá para votar nele”, acrescentou durante entrevista ao podcast A Tal da Política, apresentado pelo comunicador Rudney Araújo.
A configuração da chapa ganhou novos contornos nesta semana. Daniella Ribeiro (PP) foi anunciada como primeira suplente de Nabor durante a convenção conjunta do PP, PSB e Republicanos, realizada na quarta-feira (5), em João Pessoa. No dia seguinte, a Federação União Progressista oficializou Renato Feliciano como segundo suplente, completando a composição. A escolha de Daniella, que encerra o mandato de senadora no início de 2027, também provocou preocupação entre aliados de João Azevêdo, diante da possibilidade de fortalecimento da campanha de Nabor dentro da própria aliança.
Durante a convenção, Nabor pediu aos eleitores que, no caso de haver apenas um voto para o Senado, priorizem João Azevêdo. A declaração, porém, não eliminou as inquietações nos bastidores. Ao relembrar o alerta feito ao ex-governador, João Gonçalves classificou a estratégia como “um risco danado”. “E agora você deu um voto de chapa branca, né? Essa chapa branca, ou seja, um risco danado, entende? O pescoço na bolsa, num pescoço desse…”, afirmou. A composição coloca em evidência uma disputa que, além das duas vagas ao Senado, envolve forças e interesses dentro da própria base governista.
Fonte: Portal Fonte83