O candidato ao Senado Federal pela Paraíba, André Gadelha (MDB), defendeu mudanças no tempo de permanência dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante sabatina no programa Bom Dia Paraíba, da TV Cabo Branco, realizada na quarta-feira (2). Na entrevista, o candidato também comentou a nomeação de um de seus filhos para atuar no gabinete do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB).

Ao ser questionado sobre a possibilidade de afastamento de ministros envolvidos em eventuais casos de corrupção, André afirmou ser favorável à responsabilização de autoridades e acrescentou que também defende a criação de um período determinado para o exercício do cargo de ministro do STF.

Segundo o candidato, a atual permanência no Supremo, que pode se estender até a aposentadoria compulsória, deveria ser revista.

“Eu sou a favor de que o mandato do ministro do STF tenha prazo de validade. Eu já acho o mandato de senador extenso. Tenho duas filhas gêmeas de 10 anos. Se eu ganhar a eleição para o Senado, quando terminar o meu mandato, elas já serão maiores de idade. Imagine um mandato de um ministro do Supremo até os 75 anos. Então, tem que ter prazo”, afirmou.

André Gadelha também disse que, caso seja eleito senador, pretende defender a responsabilização de agentes públicos sempre que forem comprovadas irregularidades.

“Vou ter um posicionamento muito forte em relação a isso. Quem deve tem que pagar. Sou sertanejo e gosto de ser justo”, declarou.

Durante a sabatina, o candidato também foi questionado sobre a nomeação de seu filho para trabalhar no gabinete de Veneziano Vital do Rêgo.

André explicou que o filho, estudante de medicina, permaneceu no cargo durante oito meses, trabalhando em regime de home office em João Pessoa e recebendo salário de R$ 2,5 mil.

De acordo com o candidato, entre as atribuições estavam a organização de reuniões e compromissos, além de atividades relacionadas à Fundação Luiz Guimarães, entidade da qual André é presidente.

Ao responder ao questionamento, Gadelha defendeu a atuação do filho e ressaltou que, em sua própria trajetória, ocupou cargos públicos remunerados apenas quando eleito.

“Ele foi nomeado por apenas oito meses, com um salário de R$ 2,5 mil. Eu nunca vou negar a minha família, nunca vou negar um filho meu. Ele trabalhava e ganhava R$ 2,5 mil. Se você buscar o meu CPF, eu nunca exerci um cargo remunerado, a não ser os cargos para os quais fui eleito”, afirmou.

As sabatinas realizadas pelo Bom Dia Paraíba com os candidatos ao Senado seguem até o dia 8 de setembro. No dia 7, feriado da Independência do Brasil, não haverá entrevista.

O Pode Conversar registra a manifestação como fato político e de interesse jornalístico, sem pedido de voto, manifestação de apoio ou indicação de preferência eleitoral aos leitores. A publicação tem caráter exclusivamente informativo, em observância às regras aplicáveis à cobertura jornalística durante o período eleitoral.

Fonte: Pode Conversar com Informações do G1-PB