
O ex-prefeito de Conceição, Nilson Lacerda, resume em uma expressão o que considera seu maior legado após oito anos à frente do município: “ter governado com o coração”. Mais do que obras estruturantes, ele afirma se orgulhar sobretudo de ter feito uma gestão humanizada, marcada pela proximidade com a população e pela escuta constante das demandas do povo.
“Eu fui um prefeito presente. Minha casa sempre esteve aberta. Atendia na minha casa de manhã, de meio-dia e à noite, ia para a prefeitura e atendia o dia todo. Ou seja, era uma gestão humanizada”, relata. Segundo ele, essa postura pessoal servia também como orientação para toda a equipe: “Eu dava um exemplo para que as demais pessoas que compunham a gestão fizessem o mesmo. Isso na educação, na saúde, enfim”.
Nilson enfatiza que o maior orgulho não está apenas em ações concretas, mas na forma de se relacionar com as pessoas. “A gente fez essa gestão humanizada, atendendo com o coração as pessoas, sentindo na pele a dor de cada um, principalmente na saúde. A gente sentia essa dor compartilhada com o cidadão. E o maior orgulho é exatamente ter feito essa gestão de amor, gestão de amor”, reforça.
Morando atualmente em João Pessoa, o ex-prefeito conta que ainda sente o retorno desse modo de governar quando volta a Conceição. “Hoje, quando a gente chega na cidade, como hoje, dia de feira, a gente fica surpreso e até muito feliz quando encontra as pessoas, a forma que as pessoas lhe cumprimentam, lhe tratam, agradecem por ter feito alguma coisa no passado. Isso é muito bom”, diz.
Ele ressalta que deixou a prefeitura em paz com sua consciência e com a comunidade. “Você olhar para trás e saber que não deixou encrenca com ninguém, não deixou um inimigo, só fez amizades, abriu portas, construiu pontes. Isso é que é o ponto da política: é você poder fazer o bem, é você poder atender as pessoas”, afirma.
Nilson lembra que nunca limitou os espaços ou horários de atendimento: “A gente nunca escolheu local para atender. Nesse negócio de ‘só atende na quarta-feira, dois dias por semana, não atende na minha casa, só na prefeitura’, não. Minha casa sempre foi portas abertas. Lá em casa, você sabe, pela manhã a casa é lotada de gente, dia de sábado é uma loucura, mas a gente tá lá, a gente está lá presente”.
Para ele, a presença do gestor no dia a dia da população é essencial. “Isso é muito bom, você estar no meio do povo, sentir o calor humano, sentir a necessidade de cada um. Isso é importante, você dialogar com o eleitor”, comenta. Nilson recorda que costumava visitar comunidades da zona rural, participar de jogos de futebol, missas e até velórios: “A presença do gestor na cidade é importante. Principalmente quando você visita um cidadão. Para o cidadão que recebe a visita do prefeito, você não sabe a felicidade dele ao receber na sua casa o prefeito da cidade”.
Ao olhar para o período em que esteve na prefeitura, ele resume com serenidade: “A gente fazia isso com muita naturalidade, sem ser nada forçado, e graças a Deus foram uns oito anos dessa forma. Hoje eu fico feliz ao andar pela cidade e ver as pessoas me cumprimentando e agradecendo por essa forma de fazer gestão”.
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