O major Carneiro, da Polícia Militar da Paraíba, será o entrevistado do podcast Pode Conversar que vai ao ar no sábado, 13 de junho, às 17h. Gravado na terça-feira, 9 de junho, o episódio aborda segurança preventiva, uso de telas por crianças e adolescentes, atuação da família na formação dos filhos, PROERD, projetos sociais da Polícia Militar e desafios da segurança pública.

Durante a conversa com o apresentador Francisco Anderson, o major destacou que a prevenção deve começar dentro de casa, com acompanhamento familiar, imposição de limites e diálogo. Segundo ele, muitos pais têm transferido para a escola e para a polícia responsabilidades que também pertencem à família.

“Educação não é obrigação da escola. A escola participa da educação do seu filho. Na escola, ele vai se escolarizar. A educação é algo muito mais complexo”, afirmou.

Um dos principais pontos da entrevista foi o uso de celulares, tablets e outras telas por crianças. Carneiro afirmou que o acesso sem supervisão pode expor menores a riscos como isolamento social, queda no interesse por atividades presenciais, contato com conteúdos inadequados e aproximação de pessoas mal-intencionadas em jogos e redes sociais.

O major defendeu que os pais fiscalizem o que os filhos consomem na internet e mantenham canais permanentes de diálogo. Para ele, jogos on-line com chats, aplicativos de mensagens e redes sociais podem ser usados por criminosos para se aproximar de crianças e adolescentes.

“Tudo começou num joguinho que você não fiscalizou”, alertou, ao comentar situações em que adultos se passam por crianças para ganhar a confiança de menores.

Na entrevista, Carneiro também falou sobre o PROERD, Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência. Segundo ele, o projeto busca orientar crianças e adolescentes antes do contato com drogas ou situações de violência, oferecendo informações para que possam tomar decisões seguras.

O policial relatou que a atuação preventiva ganhou força em sua trajetória após uma ocorrência envolvendo um adolescente de 13 ou 14 anos, usuário de drogas e envolvido em pequenos furtos, que acabou morto. O caso, segundo ele, provocou uma reflexão sobre o papel da família, da sociedade, da escola, do poder público e da própria polícia na proteção de jovens em situação de vulnerabilidade.

Além do PROERD, o major citou ações educativas de trânsito realizadas em escolas, com participação de crianças em atividades lúdicas, mini cidades, cartazes e blitz educativas. Ele explicou que prefeituras podem solicitar esse tipo de ação junto à CPTran ou ao batalhão responsável.

A conversa também abordou a Patrulha Maria da Penha, considerada pelo major uma ferramenta importante de proteção a mulheres em situação de violência doméstica. Ele afirmou que a patrulha contribui para dar apoio e dignidade às vítimas, especialmente em contextos de dependência emocional ou financeira.

Ao tratar dos desafios da segurança pública, Carneiro afirmou que houve avanços tecnológicos e operacionais, mas ressaltou que o enfrentamento à criminalidade não pode se limitar à repressão. Para ele, é necessário atuar também nas causas sociais, familiares e educacionais que podem levar crianças e adolescentes a situações de risco.

O episódio completo do Pode Conversar com o major Carneiro será exibido no sábado, 13 de junho, às 17h.