17ª edição do Patos Moto Fest reúne música, motociclismo e grandes encontros; Pode Conversar acompanhou o segundo dia do evento
A paixão pelas duas rodas voltou a tomar conta de Patos durante a 17ª edição do Patos Moto Fest. Entre o ronco dos motores, o som das guitarras, os reencontros e as histórias de quem percorreu quilômetros para participar da festa, o evento reuniu motociclistas de diferentes lugares e movimentou o Centro da cidade durante o fim de semana. O Pode Conversar esteve presente no segundo dia do evento, no sábado (15), realizando uma cobertura especial e conversando com organizadores, artistas e motociclistas para mostrar um pouco do que faz o Moto Fest ser tão especial para Patos.
A programação da 17ª edição teve início na sexta-feira (14), com os primeiros shows acontecendo na região da Praça Getúlio Vargas e da Rua João Soares, nas proximidades do antigo Tênis Clube. A abertura musical ficou por conta do DJ Kauã, seguida pelas apresentações de Vital e sua Banda e Robinzband. Já no sábado (15), a programação começou ainda ao meio-dia, na AABB, com a tradicional feijoada dos motociclistas, acompanhada pelo som de Rogério e Quentura do Forró. À noite, o público voltou a se reunir no Centro da cidade para acompanhar DJ Kauã, Blackbird e Chaparral Charlie Brown. No domingo (16), a programação tradicional foi encerrada com o café da manhã na AABB e a despedida dos motociclistas antes do retorno para suas cidades.
Foi justamente durante o sábado, em meio a essa intensa programação, que a equipe do Pode Conversar acompanhou o evento mais de perto. Nossa cobertura buscou ir além das imagens dos shows e das motocicletas. A proposta foi ouvir as pessoas que ajudam a construir a história do Patos Moto Fest, desde quem trabalha nos bastidores para que tudo aconteça até quem sobe ao palco ou pega a estrada para participar do encontro.
Entre as conversas, estivemos com Audi Amorim e Erivar Azevedo, integrantes da organização do evento e representantes da Associação dos Motociclistas de Patos, a AMO-Patos. Audi destacou a capacidade que Patos possui de receber bem quem chega à cidade e resumiu esse sentimento ao afirmar que “Patos sabe acolher, Patos sabe promover festa”. Ele também fez questão de agradecer ao poder público, aos empresários e à imprensa pelo apoio dado ao evento ao longo de mais uma edição.
Erivar, presidente da AMO-Patos, definiu aquele momento com uma palavra: gratidão. A 17ª edição trouxe um desafio especial para os organizadores, já que o tradicional Terreiro do Forró passa por reforma e foi necessário encontrar uma nova estrutura para que o Moto Fest não deixasse de acontecer. A solução foi levar os principais shows para a região da Praça Getúlio Vargas e da Rua João Soares. A mudança exigiu adaptação, planejamento e, nas palavras do próprio Erivar, a capacidade de “se reinventar”.
Mesmo diante dessas dificuldades, o sentimento demonstrado pela organização durante nossa entrevista era de missão cumprida. Erivar destacou a boa resposta do público e falou também sobre o momento da despedida, desejando aos motociclistas um retorno seguro para suas casas e suas famílias. Era uma fala que traduzia bem uma característica do Moto Fest: a festa acontece em Patos, mas suas histórias seguem viagem junto com cada motociclista que pega novamente a estrada.
E a mudança de espaço também foi percebida de maneira positiva por quem acompanha o evento há vários anos. Durante nossa cobertura, conversamos com Mayres Limeira, que participou pela quarta vez do Patos Moto Fest e destacou justamente a nova dinâmica proporcionada pelo local escolhido para esta edição. “É um evento fabuloso. Já é a quarta edição que participo e estou amando essa nova dinâmica, essa nova roupagem”, afirmou. Para Mayres, o ambiente mais compacto aproximou ainda mais as pessoas e facilitou aqueles encontros que fazem parte da essência do Moto Fest. “A gente consegue encontrar melhor os amigos, juntar aquela turma bacana”, destacou. A percepção dela mostrou que, mesmo diante de uma mudança inicialmente motivada pela necessidade de adaptação, o novo formato também trouxe uma experiência diferente de convivência e confraternização para quem participou da festa.
Durante nossa cobertura também conversamos com DJ Kauã, artista patoense que vem participando do Patos Moto Fest desde 2023. Ao falar sobre estar mais uma vez na programação, ele não escondeu a gratidão, principalmente pela oportunidade de se apresentar em sua própria cidade. Para Kauã, abrir espaço para quem é da terra é também uma forma de reconhecer e fortalecer os artistas locais.
O DJ lembrou que ficou surpreso quando recebeu o primeiro convite para participar do evento, em 2023, e destacou que iniciativas como a do Moto Fest deveriam servir de referência para outras programações realizadas em Patos. Para ele, grandes eventos também precisam olhar para os talentos que estão dentro da própria cidade e oferecer oportunidades para que esses artistas possam mostrar seu trabalho.
A noite também foi marcada por uma apresentação cheia de energia da Blackbird. Depois do show, conversamos com Paulinho, que ainda estava tomado pela adrenalina do que havia acabado de viver no palco — e fora dele. Quando perguntamos se aquela apresentação tinha repetido a mesma energia da edição anterior, ele tratou logo de discordar: “A galera de Patos elevou o nível dessa vez”.
E talvez o momento que melhor represente essa conexão tenha acontecido quando o público pediu que Paulinho descesse do palco. Ele atendeu. Foi para o meio da galera e cantou uma música inteira junto com quem acompanhava o show. Na entrevista ao Pode Conversar, ainda emocionado, contou que o público o havia deixado sem palavras. “Mandaram eu descer e eu vim aqui para obedecer”, brincou. Pouco depois, admitiu que ainda estava “energizado” com tudo o que havia recebido das pessoas naquela noite.
O encerramento musical do sábado ficou por conta de Chaparral Charlie Brown. Antes da apresentação, o Pode Conversar conversou com Adilson “Chaparral”, que revelou um detalhe especial: aquela passagem pelo Patos Moto Fest representava sua primeira apresentação no estado da Paraíba.
Acostumado a circular por estados como Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco, Chaparral chegou a Patos com a missão de fechar a noite levando ao público um tributo ao Charlie Brown Jr. Demonstrando confiança e bom humor antes de subir ao palco, prometeu um encerramento especial e resumiu a expectativa com um “quem viver verá”. A conversa ainda terminou de uma maneira descontraída, com Chaparral atendendo ao pedido da nossa equipe e dando uma pequena palhinha antes da apresentação.
Além dos artistas e organizadores, nossa equipe também teve a oportunidade de conversar com os motociclistas Alysson e Marcelo, que estavam participando do evento. E ouvir quem escolhe pegar a estrada para estar no Patos Moto Fest é fundamental para compreender o verdadeiro tamanho dessa festa. Por trás de cada motocicleta estacionada existe uma viagem, uma história, um grupo de amigos, um reencontro ou simplesmente a vontade de compartilhar a paixão pelas duas rodas.
O Patos Moto Fest cresceu justamente em torno desse sentimento de confraternização. Ao chegar à sua 17ª edição, o encontro reforça uma história construída ao longo dos anos e sua importância para o calendário de eventos de Patos e para o motociclismo no Sertão paraibano.
E a importância da festa não fica restrita ao universo das motocicletas. A chegada de visitantes também movimenta diferentes segmentos da economia de Patos. Hotéis, pousadas, restaurantes, bares, lanchonetes, postos de combustíveis, comércio e prestadores de serviços acabam sendo impactados pela circulação de pessoas durante o evento, fortalecendo também o turismo e a economia local.
Mas, para quem esteve no meio da festa, os números contam apenas uma parte da história. O que se vê são pessoas se encontrando, amizades sendo renovadas, artistas se conectando com o público, motociclistas compartilhando experiências e uma cidade recebendo visitantes que muitas vezes percorrem longas distâncias para estar ali.
A própria fala de Mayres ajuda a traduzir esse sentimento. Mais do que o tamanho do espaço ou da programação, o que permanece é a possibilidade de encontrar os amigos, reunir a turma e viver momentos que muitas vezes só acontecem uma vez por ano. É justamente essa proximidade entre as pessoas que continua dando identidade ao Patos Moto Fest.
Para nós, do Pode Conversar, acompanhar o segundo dia da 17ª edição foi uma oportunidade de registrar essas histórias. Conversamos com quem organiza, com quem sobe ao palco e com quem pega a estrada. Ouvimos Audi e Erivar falarem dos desafios e da satisfação de ver mais uma edição acontecendo; Mayres contar como enxergou a nova dinâmica do evento; DJ Kauã defender a valorização dos artistas da terra; Paulinho falar ainda tomado pela energia depois de cantar no meio do público; Chaparral celebrar sua primeira apresentação na Paraíba; e motociclistas como Alysson e Marcelo, que representam a essência de um encontro construído em torno da paixão pelas duas rodas.
O Pode Conversar agradece à organização do Patos Moto Fest pelo convite, pela parceria e, principalmente, pela confiança em nosso trabalho para realizar a cobertura do evento. Agradecemos também a todos que pararam alguns minutos, mesmo em meio à correria e à festa, para conversar conosco e dividir suas experiências.
Quando os últimos acordes deram lugar novamente ao som dos motores e chegou a hora de cada motociclista seguir seu caminho, ficou mais uma vez a certeza de que o Patos Moto Fest é feito de muito mais do que motos e shows. É feito de encontros, histórias, amizade, música, estrada e pessoas.
A 17ª edição chegou ao fim. As lembranças seguem com quem viveu cada momento. E o Pode Conversar esteve presente no segundo dia para ouvir, registrar e contar um pouco dessa história.
Confira Falas dos Cantores, Participantes do Evento e da Organização: