O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, pré-candidato ao Senado, participou do programa Pode Conversar! e falou sobre sua trajetória pessoal, suas raízes familiares no Sertão paraibano, a atuação durante a pandemia da Covid-19 e os planos políticos para 2026. Durante a entrevista, Queiroga também comentou a formação da chapa do PL na Paraíba, a relação com o senador Efraim Filho, o papel de Jair Bolsonaro no partido e temas nacionais como segurança pública, inteligência artificial, saúde, educação e atuação do Supremo Tribunal Federal.

Logo no início da conversa, Queiroga destacou que tem buscado apresentar ao público não apenas a figura do ex-ministro, mas também a história de Marcelo, ligada às origens sertanejas da família. Ele citou o lançamento de um livro com caráter autobiográfico e ressaltou a importância da cidade de Patos em sua trajetória familiar, lembrando que seu pai partiu do município para estudar medicina em João Pessoa, incentivado pela avó, que via na educação um caminho de transformação.

Ao falar sobre sua pré-candidatura ao Senado, Queiroga afirmou que pretende representar a Paraíba com base na experiência adquirida na vida pública e na gestão do Ministério da Saúde. Ele relembrou o período em que assumiu a pasta, durante um dos momentos mais críticos da pandemia, e afirmou que sua gestão contribuiu para a redução no número de óbitos e para o avanço da campanha de vacinação contra a Covid-19 no país. Segundo ele, a atuação no ministério é uma demonstração de que tem condições de assumir responsabilidades maiores na vida pública.

Na entrevista, o ex-ministro também defendeu que o Senado Federal precisa exercer com mais firmeza seu papel institucional, especialmente na relação com o Poder Judiciário. Queiroga criticou o que classificou como ativismo judicial e afirmou que o país precisa de senadores com independência para atuar na defesa da Constituição e das liberdades individuais. Ele também avaliou a composição do Supremo Tribunal Federal e defendeu mudanças no ambiente político para, segundo ele, restabelecer a normalidade institucional.

Sobre o cenário político da Paraíba, Queiroga afirmou que o PL passa por um processo de fortalecimento no estado após a chegada de Jair Bolsonaro ao partido. Ele destacou a aliança com o grupo liderado por Efraim Filho e disse que a legenda trabalha para construir uma chapa competitiva em 2026. O ex-ministro voltou a citar Efraim como nome para disputar o Governo da Paraíba e afirmou que uma das suplentes de sua pré-candidatura ao Senado será a advogada Naiana Pontes, de Campina Grande.

Queiroga também comentou pautas defendidas pelo PL, como a valorização da família, a defesa da vida desde a concepção, a oposição à legalização das drogas e o endurecimento no combate à criminalidade. Para ele, organizações criminosas devem ser tratadas com rigor pelo Estado. O pré-candidato também defendeu a redução da maioridade penal e afirmou que segurança pública será uma das prioridades de sua atuação política.

Outro tema abordado foi a inteligência artificial. Queiroga defendeu a regulamentação da tecnologia, mas afirmou que ela não deve ser usada como instrumento de controle ou censura. Para ele, a inteligência artificial representa uma nova revolução industrial e já tem impacto direto em áreas como saúde, educação e organização dos serviços públicos. Como médico cardiologista, ele destacou o potencial da tecnologia para auxiliar profissionais de saúde na tomada de decisões e na melhoria do atendimento à população.

Durante a entrevista, o ex-ministro também falou sobre o São João de Patos e ressaltou a importância da preservação da cultura nordestina. Ele lembrou nomes como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Flávio José, defendendo que o forró tradicional e as manifestações culturais do Sertão continuem tendo espaço nas grandes festas juninas.

Ao ser perguntado sobre Jair Bolsonaro, Queiroga definiu o ex-presidente como uma figura histórica, patriota e próxima do povo. Ele afirmou que Bolsonaro teve papel decisivo na transformação do PL em uma força conservadora nacional e destacou que o bolsonarismo, em sua visão, é um movimento popular, não restrito às elites.

Ao final, Marcelo Queiroga agradeceu o espaço e afirmou que a entrevista foi uma oportunidade para que mais pessoas conheçam sua trajetória pessoal, para além da imagem pública construída durante sua passagem pelo Ministério da Saúde.

A entrevista completa pode ser acompanhada na íntegra pelo link: